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sábado, 21 de abril de 2012

Bicicletas nas ruas, Qual a solução?

Essa é a grande pergunta, garanto que a cidade de São Paulo esta infinitamente melhor para se pedalar do que a alguns anos, mas como ela é uma cidade que foi mal planejada, onde toda a preferência gira em torno do deslocamento dos carros particulares, há diversos “pontos negros” na cidade onde o ciclista não tem alternativa a não ser se arriscar. Podemos dizer que além das pontes e viadutos de São Paulo, a Avenida Paulista é outro ponto muito complicado.
Não adianta melhorar a convivência entre ciclistas e motoristas, pois na Paulista, se nada for alterado, outras mortes irão ocorrer, isso é inevitável. E esse é o quadro em todas as cidades brasileiras. Como imaginar uma cidade com planejamento para ciclistas e pedestres, se na sua estruturação houve mal planejamento e um crescimento desordenado ?
O quadro se agrava quando além do risco de transitar entre os veículos (por falta de ciclovias), do fato do ciclista não ser respeitado, são os ciclistas que infrigem as normas de circulação no trãnsito e não usa equipamentos de segurança que garantirão na maioria dos casos a vida dos ciclistas.
Em matéria televisiva, fomos surpreendidos com a informação de que temos 60 milhões de ciclistas no Brasil. Teremos ainda muitas mortes até que as autoridades possam tomar alguma atitude. As bicicletas são usadas para lazer, meio de locomoção, esporte, entre outras atividades e que se não houver um ordenamento do seu trafego dentro das cidades, as estatisticas nos farão sentir inertes com a violência do trânsito, assim como já nos sentimos com as demais violências. Creio que deve haver uma mobilização nacional para que tenhamos visibilidade e nossos direitos garantidos.


Relato de um ciclista: "Por favor, não quero mais participar de nenhuma manifestação em memória a mais algum amigo que perdeu a sua vida no trânsito, sempre que vejo um corpo no chão, vítima da carrocracia, algo morre dentro de mim. Sexta passada, tomando para mim a mensagem da bicicleta de um amigo, foi um dia “que eu morri também”."

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