quarta-feira, 25 de abril de 2012
domingo, 22 de abril de 2012
O PRAZER DE PEDALAR
Pedalar é algo muito prazeroso, sentir o vento no rosto, ir a distâncias longas, subir uma serra íngreme e depois descer em alta velocidade sentindo aquela adrenalina, as disputas com os amigos que fazem os treinos se tornarem pequenas corridas, isso tudo faz o ato de pedalar especial e muito gostoso.
Mesmo assim, muitas vezes que tento convencer alguém a começar a pedalar escuto a seguinte frase: “comprei uma bicicleta mas andei uma só vez, o selim é muito duro, me deu dores nas costas…” e a bike ficou encostada na garagem.
Porque isso acontece se nosso esporte é tão empolgante e prazeroso? Simples, pois muitas pessoas querem começar a pedalar mas não querem investir em um bom equipamento. Algumas pessoas andam de camionete importada, mas na hora de comprar uma bicicleta acham R$ 300 reais um absurdo. Pode-se encontrar bicicletas de18 marchas por menos de R$ 200 reais, mas que servem para andar uma só vez e, devido a experiência negativa, vai direto para a garagem e não sai mais. Com um investimento neste valor é lógico que a pedalada vai se tornar um martírio. O selim é duro, o câmbio não funciona direito, sem contar a postura sobre a bike.Se você quer pedalar com prazer, invista um pouco mais, procure fazer um bike fit para acertar o tamanho da bike e a sua regulagem, coloque um bom selim que é a parte onde o corpo fica em maior contato, compre uma boa bermuda com forro especial que ajudam a aumentar o conforto e a evitar assaduras. Se você já fez isso, então parabéns, bem vindo ao clube.
Andar de bicicleta queima cerca de 600 calorias por hora, e com a mesmo esforço utilizado para caminhar, você pode ir 3 vezes mais rápido. Com a bicicleta você pode andar até 1.037 km com a mesma energia de apenas um único litro de gasolina, porém sem poluir.
O ciclista é o oposto do automóvel: mesmo em cima de sua bicicleta, ele conserva todo seu livre-arbítrio, e pode ir aonde quiser, estacionar onde achar melhor e pode se deixar guiar por dois princípios: a liberdade e o respeito ao outro.
Pedalar é acima de tudo, um estilo de vida, um estado de espírito!
Desejo a todos: Bom pedal!
Escrito por Marcio May - Ciclista
sábado, 21 de abril de 2012
Bicicletas nas ruas, Qual a solução?
Essa é a grande pergunta, garanto que a cidade de São Paulo esta infinitamente melhor para se pedalar do que a alguns anos, mas como ela é uma cidade que foi mal planejada, onde toda a preferência gira em torno do deslocamento dos carros particulares, há diversos “pontos negros” na cidade onde o ciclista não tem alternativa a não ser se arriscar. Podemos dizer que além das pontes e viadutos de São Paulo, a Avenida Paulista é outro ponto muito complicado.
Não adianta melhorar a convivência entre ciclistas e motoristas, pois na Paulista, se nada for alterado, outras mortes irão ocorrer, isso é inevitável. E esse é o quadro em todas as cidades brasileiras. Como imaginar uma cidade com planejamento para ciclistas e pedestres, se na sua estruturação houve mal planejamento e um crescimento desordenado ?
O quadro se agrava quando além do risco de transitar entre os veículos (por falta de ciclovias), do fato do ciclista não ser respeitado, são os ciclistas que infrigem as normas de circulação no trãnsito e não usa equipamentos de segurança que garantirão na maioria dos casos a vida dos ciclistas.
Em matéria televisiva, fomos surpreendidos com a informação de que temos 60 milhões de ciclistas no Brasil. Teremos ainda muitas mortes até que as autoridades possam tomar alguma atitude. As bicicletas são usadas para lazer, meio de locomoção, esporte, entre outras atividades e que se não houver um ordenamento do seu trafego dentro das cidades, as estatisticas nos farão sentir inertes com a violência do trânsito, assim como já nos sentimos com as demais violências. Creio que deve haver uma mobilização nacional para que tenhamos visibilidade e nossos direitos garantidos.
Relato de um ciclista: "Por favor, não quero mais participar de nenhuma manifestação em memória a mais algum amigo que perdeu a sua vida no trânsito, sempre que vejo um corpo no chão, vítima da carrocracia, algo morre dentro de mim. Sexta passada, tomando para mim a mensagem da bicicleta de um amigo, foi um dia “que eu morri também”."
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